A mulher nordestina, com idade de 35 a 44 anos, sem instrução ou com primeiro grau incompleto e com renda de até R$ 1 mil, acredita que não paga impostos em suas compras do cotidiano. É o que detectou a pesquisa que mede o Índice de Confiança na Justiça, da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas. A pesquisa ouviu as mesmas 1.581 pessoas das edições anteriores, em sete capitais, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
De acordo com os dados, os nordestinos são os que menos sabem que pagam impostos quando adquirem algum tipo de produto. Dos entrevistados, 1,8% afirmou que não pagava impostos nessas ocasiões. O percentual sobe em Recife, que atingiu 3,4%. Na região Nordeste também está o maior índice de entrevistados que não souberam responder a questão. Em Salvador, foram 5,2%.
A pesquisa mostrou, no entanto, que a maioria dos brasileiros têm consciência de que paga alguma forma de imposto ao comprar produtos rotineiros como o leite, pão e manteiga. Segundo os dados colhidos, mais de 97% dos entrevistados afirmam ter consciência da tributação sobre esses produtos. A pergunta sobre tributação de produtos não integrou o cálculo do índice de confiança na Justiça.
A FGV aproveitou a abordagem para questionar também a opinião da população em relação à decisão do Supremo Tribunal Federal no julgamento do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. Em agosto do ano passado, o STF rejeitou denúncia sobre quebra de sigilo contra ele. Para 39,8% dos entrevistados, a corte suprema não agiu de forma neutra no caso e mais de 23% não souberam opinar sobre o caso.
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